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Indústria calçadista ganha qualidade com atelieres terceirizados

by xiru last modified 2009-08-03 23:37


Rio Grande do Sul

Couro e Calçado

Couro e calçados

Caminhada em conjunto entre a Calçados Ramarim, atelieres prestadores de serviço e Sebrae no Rio Grande do Sul apresenta bons resultados e eficiência

Da ASN/RS


Visão estratégica, melhoria nos indicadores de desempenho e avanço na gestão. Estes foram os passos de 15 atelieres gaúchos para atingir metas de progresso na qualidade, eficiência e produtividade em calçados. O caminho foi traçado através do Programa de Desenvolvimento de Atelieres da indústria calçadista Ramarim, iniciativa do Sebrae no Rio Grande do Sul, realizado por meio do projeto Pólo das Indústrias de Calçados e Artefatos do Vale do Sinos e de Paranhana.

O programa é em parceria com a empresa âncora, Calçados Ramarim, e apoio institucional da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha. Nesta quarta-feira (29), os participantes desta ação reúnem-se para relembrar a trajetória e celebrar os resultados conquistados.

O encontro será realizado a partir das 19h, no Centro de Cultura de Nova Hartz (Rua Emílio Jost, 387), cidade da empresa âncora. No município do Vale do Paranhana, distante 67 quilômetros da Capital, o grupo de empreendedores calçadistas e de representantes das organizações envolvidas vai compartilhar os resultados de sucesso da ação que foi desenvolvida em conjunto pelo período de um ano e meio.

A gestora do projeto pelo escritório Regional Sebrae/RS Sinos, Caí e Paranhana, Daniela Pinheiro, destaca que a parceria foi impulsionada para que os atelieres de corte, costura, palmilhas e pré-fabricados vinculados à Calçados Ramarim alcançassem um alto nível de excelência na prestação de serviços, com a máxima eficiência, qualidade e sustentabilidade.

Na ação foram integrados 15 empreendimentos, distribuídos entre os municípios de Barão, Araricá, Estância Velha, Nova Hartz, Novo Hamburgo, Rolante e Sapiranga. Entre a equipe da Ramarim, proprietários e colaboradores dos atelieres, mais de 1,5 mil pessoas foram envolvidas.

O programa completo totalizou 269 horas de capacitações e 2,1 mil horas de consultorias individuais. Ao longo de todo o período, foram trabalhadas ferramentas para indicadores de desempenho, estratégias gerenciais, gestão financeira, liderança e delegação de tarefas, produtividade aplicada ao calçado, troca de modelos, Curso De Olho na Qualidade 5"S e Curso de Desenvolvimento de Empreendedorismo (Empretec), entre outros.

Boa administração na empresa e na escola

Com o pé direito e sempre avante. O programa entrou na vida do empreendedor Marcos Aurélio Flores, proprietário da Calçados D"Julia, de Estância Velha, para auxiliá-lo na gestão de seu primeiro negócio e abrir horizontes na busca de conhecimento continuado.

Depois de 15 anos trabalhando em uma empresa do segmento calçadista como supervisor, Flores abriu o seu próprio empreendimento em 2007 e logo percebeu de que forma a integração com a iniciativa iria ajudá-lo. Ele relata que a experiência com o produto já fazia parte de sua trajetória, mas como empresário foi importante iniciar já com a devida atenção para a administração e a gestão do negócio.

Através das capacitações do Sebrae/RS, Flores e os outros proprietários implantaram o controle de indicadores de gestão, com os quais é possível medir os resultados de desempenho das empresas em itens como retrabalho, pontualidade, prazos, uso de matéria-prima, compras e fluxo de caixa.

"Através desta cultura, hoje tenho parâmetros para pensar o dia-a-dia e planejar o que almejo para o futuro de meu atelier", explica o empresário. Com o auxílio do aprendizado adquirido, Flores já conquistou avanços como dobrar o número de colaboradores entre 2007 e 2009 e aumentar a sua lucratividade em 18%.

Além disso, o programa gerou algo não planejado inicialmente na vida de Flores. Ele despertou para a importância da exigência de preparo constante que o mercado competitivo impõe. "Depois de anos sem entrar em sala de aula, iniciei em 2009 o curso superior de Administração. É uma satisfação ver que posso aliar com sucesso prática e teoria", orgulha-se o empreendedor universitário. Atualmente com 70 funcionários, sua empresa produz exclusivamente para a Ramarim, com fabricação diária média de mil pares.

Eu também quero

Partiu de Joel Paulo dos Reis o interesse em participar do programa há um ano. O proprietário do Atelier de Calçados Resil, de Rolante, lembra que ouviu falar da iniciativa e dos resultados que outras empresas já estavam conquistando e solicitou à Ramarim uma oportunidade de participar também.

"Tenho o negócio desde 1992 e a administração sempre foi um ponto fraco, já que tenho pouco estudo. Sabia que o aprendizado seria bom para estabelecer controles, poder medir lucros e planejar os investimentos", conta Joel.

Ele comemora o fato de o atelier de 85 funcionários já registrar progresso nos índices de qualidade do calçado e gestão produtiva. Isso o anima a projetar crescimento de 30% para o próximo ano. Reis ainda credita ao Sebrae/RS os avanços já alcançados em outros momentos pela empresa. Segundo ele, o curso Empretec feito por pai e filho há alguns anos também teve grande importância em relação ao incremento dos negócios da Resil.

Produto melhor

"De um ano e meio para cá, posso dizer que o nosso produto final melhorou visivelmente", afirma o gerente do setor de injetados, pintura e terceirizados da Ramarim, João Dias Portal. Ele destaca que o programa levou a empresa a implantar sistemas e relatórios que antes não utilizava, possibilitando-lhe ter ferramentas diárias para controle e avaliação dos atelieres e que estes métodos têm contribuído principalmente para o aumento da qualidade do calçado.

A empresa que viu a cultura da terceirização crescer nos últimos anos, atingindo a marca de 40% dos pares fabricados pelos atelieres e 1500 empregos indiretos, considerou importante proporcionar aos seus principais prestadores de serviço um programa de capacitações diversas que levasse à padronização e uniformização das linhas de produção.

Segundo João Dias Portal, o resultado final mostra que houve mudanças de atitude e que as propostas foram bem trabalhadas, culminando com índices satisfatórios de qualificação, organização produtiva e eficiência. Ele confirma que todos os atelieres participantes da ação respondem e se adaptam mais rapidamente quando da troca de modelos e coleções e conseguem cumprir prazos de entrega com facilidade. Além disso, destaca que a empresa comemora a diminuição das devoluções de sapatos aos prestadores de serviço, evitando horas e custo de retrabalho.

Incentivo para continuar

Para incentivar as empresas na qualificação de sua gestão foi criado o selo Atelier Ok. Recebem o reconhecimento e o troféu empreendimentos que atingem alto nível de excelência em seus serviços, mantendo seus índices de acordo com os critérios estabelecidos pelo programa durante três meses consecutivos.

Já foram agraciados Milka Calçados, AMS Forrações e Calçados Majú. A gestora Daniela acrescenta que o Programa de Desenvolvimento de Atelieres da Ramarim deve seguir com a implantação do nível II ainda em 2009. "A partir dele, trabalharemos práticas mais avançadas de gestão empresarial e também ferramentas para o desenvolvimento das tecnologias da informação. O acompanhamento e distribuição do selo Atelier Ok também continua", acrescenta.

Ações para o desenvolvimento

Integram o Polo das Indústrias de Calçados e Artefatos do Vale do Sinos e do Paranhana, mais de 200 micro e pequenas empresas da indústria de calçado localizada na região, sendo cerca de 120 estabelecimentos somente de Paranhana. O objetivo do projeto é melhorar a gestão empresarial e o controle dos custos operacionais, aumentar o faturamento e a qualidade das empresas envolvidas e melhorar os produtos e processos dos estabelecimentos.

Entre suas principais ações estão formas diferenciadas de inserção no mercado, inovação e tecnologia e capacitações de gestão empresarial específicas para o segmento calçadista. A previsão é de que o projeto seja concluído em 2010.

Sobre a Ramarim

Criada originalmente para atender o mercado externo, a Calçados Ramarim teve papel fundamental no desenvolvimento de Nova Hartz e região, tendo se tornado a maior empresa da cidade. Entre as cinco maiores representantes do setor calçadista nacional, tem mais de 45 anos de história e unidades em Nova Hartz e Jequié, a 400 quilômetros de Salvador (BA).

A empresa, que produzia inicialmente 30 pares de calçados por dia, fabrica hoje, em suas duas unidades, mais de 35 mil pares diários e tem sua marca distribuída em todo o território nacional e em mais de 45 países, empregando em torno de quatro mil colaboradores diretos. Endereço: rua Angra dos Reis, 171 - Nova Hartz. Site: www.ramarim.com.br.

RS calçadista
A intensa produção de calçados e de artigos de couro, aliada à oferta de componentes, máquinas e instituições de ensino e desenvolvimento, faz com que o Rio Grande do Sul seja considerado o maior cluster calçadista do mundo. Conforme a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), com dados de 2007, o Polo Calçadista Gaúcho tem cerca de 2.700 empresas e gera mais de 100 mil empregos diretos.


Serviço:
Sebrae/RS - (51) 3216-5165, 3216-5182 ou 9955-8192
Central de Relacionamento Sebrae - 0800-570-0800
Sebrae/RS Sinos, Caí e Paranhana - (51) 3594-2212
Calçados Ramarin - Rua Angra dos Reis, 171 - Nova Hartz (RS)
www.ramarim.com.br


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